quarta-feira, 10 de abril de 2019

Reconstrução de ponte no Pará

Reconstrução de ponte no Pará custará R$ 113 milhões

Publicado em 10/04/2019 - 12:49
Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil Brasília

Balsa atinge pilastra e derruba ponte sobre rio que liga Belém ao interior do Pará
O governador do Pará, Helder Barbalho, disse hoje (10) que a reconstrução da ponte sobre o Rio Moju, no Pará, custará R$ 113 milhões. Barbalho esteve nesta manhã no Palácio do Planalto para pedir apoio ao presidente Jair Bolsonaro e recursos do governo federal para a obra. De acordo com o governador, Bolsonaro sinalizou solidariedade e pediu que sua equipe, encabeçada pelos ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, avalie de que forma e com que volume seria possível colaborar. “Vamos sair dessa crise com os recursos próprios do estado e desejamos o apoio do governo federal. Se porventura não for possível, nós faremos a nossa obrigação e restabeleceremos a normalidade”, disse.
No último sábado (6), uma balsa atingiu um dos pilares da terceira das quatro pontes do complexo da Alça Viária construído sobre o Rio Moju. Localizada na rodovia PA-483, o complexo viário liga a capital Belém às regiões nordeste, sul e sudeste do Pará. “Uma das principais artérias de escoamento de produção e de deslocamento de pessoas do estado”, segundo Barbalho. “[A queda da ponte] tem trazido diversos problemas, seja para as pessoas que trafegam, como problemas de abastecimento da região”, disse.
O governador contou ainda que, na noite de ontem (9), o estado entrou com pedido judicial de ressarcimento dos cofres públicos e bloqueio de R$ 187 milhões das quatro empresas responsáveis tanto pela balsa envolvida no acidente e quanto pelos produtos transportados. O valor, de acordo com Barbalho, corresponde à reconstrução da ponte e outras obras e serviços implementados “para minimizar o impacto que esse episódio traz para as pessoas e a economia do estado”. “Nosso foco central é a reconstrução da ponte. Estamos hoje iniciando a retirada dos escombros e a intenção é que consigamos, nos próximos dias, dar início à reconstrução da estrutura”, disse.
Novo modelo
De acordo com Helder Barbalho, equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da área de engenharia do Exército estiveram no Pará e deram o aval ao projeto e ao modelo de ponte a ser construída. Será uma ponte de 264 metros compondo o total de 860 metros da estrutura. A ponte que caiu tinha quatro pilares e um vão de 70 metros. Já a nova ponte terá um sistema de cabos de aço de sustentação, no modelo estagiado, com um pilar central e dois vãos de 134 metros. “Isso facilitará que nós não tenhamos a recorrência de acidentes semelhantes”, explicou Barbalho.
Saiba mais

Edição: Lílian Beraldo
DÊ SUA OPINIÃO SOBRE A QUALIDADE DO CONTEÚDO QUE VOCÊ ACESSOU.
Para registrar sua opinião, copie o link ou o título do conteúdo e clique na barra de manifestação.
Você será direcionado para o "Fale com a Ouvidoria" da EBC e poderá nos ajudar a melhorar nossos serviços, sugerindo, denunciando, reclamando, solicitando e, também, elogiando

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Disputa


Gol e Latam anunciam intenção de entrar na disputa pela Avianca

Publicado em 03/04/2019 - 18:08
Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Avianca, falência
 
A Latam Airlines Brasil e a Gol anunciaram hoje (3) que vão concorrer na disputa por ativos da Avianca Brasil, que está em processo de recuperação judicial. As duas empresas disseram que vão fazer uma oferta, cada uma, por pelo menos uma Unidade Produtiva Isolada (UPI) da Avianca. Quarta maior empresa aérea do Brasil, a Avianca está, desde dezembro, em recuperação judicial, com dívidas de cerca de R$ 500 milhões.

Com o anúncio, as duas empresas aéreas se colocam ao lado da Azul na disputa por ativos da empresa. As duas empresas mostraram interesse em participar da compra de ativos por meio da compra de Unidade Produtiva Isolada (UPI). O mecanismo é previsto na Lei de Falências e Recuperações Judiciais para venda de ativos rentáveis de companhias que enfrentam problemas financeiros. Pela proposta de recuperação judicial, a Avianca seria desmembrada e uma parte da empresa constituída por meio de UPI, que poderia ser comprada pelas concorrentes.

Pela proposta, a Avianca será dividida em sete UPI's, que devem ser leiloadas no âmbito do processo de recuperação judicial, das quais seis deverão conter os direitos de uso dos horários de pouso e decolagem de voos atualmente detidos pela empresa nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos (ambos em SP) e Santos Dumont (RJ), bem como certificados de operador aéreo (“UPIs Aéreas”); e uma UPI deverá deter os ativos relacionados ao programa de milhagem Amigo.
Ofertas

A Gol se comprometeu a apresentar uma oferta de, no mínimo, US$70,0 milhões por uma das UPIs Aéreas e disse que, caso adquira qualquer unidade da Avianca, vai oferecer oportunidades de contratação aos empregados da companhia que tenham funções na respectiva UPI com novos contratos de trabalho.

A empresa se comprometeu também em realizar empréstimos pós-concursais à Avianca, em acordos firmados com um de seus maiores credores, a Elliott , formada pela Elliott Associates LP, a Elliott International LP e a Manchester Securities Corporation. Os valores de US$5 milhões e US$3 milhões, seriam pagos nos dias 9 e 16 de abril de 2019, respectivamente, após procedimentos de auditoria.

A Gol disse ainda que vai comprar da Elliott US$5 milhões em financiamentos pós-concursais entre os dias 2 e 5 de abril de 2019. Esses financiamentos poderão ser compensados com desconto no preço eventualmente pago pela Gol para a aquisição de qualquer UPI no leilão. A Gol concordou também em conceder um adiantamento para a Elliott no valor de US$35 milhões, em quatro parcelas mensais.
A Latam disse que se comprometeu em fornecer à Avianca Brasil empréstimos no valor de pelo menos US$13 milhões para financiar, em parte, o capital de giro e apoiar a continuidade das operações. Assim como a Gol, a empresa também concordou em apresentar uma oferta no próximo leilão para pelo menos uma UPI, no valor mínimo de US$ 70 milhões.
Azul

No início de março, a Azul informou que assinou uma proposta de aquisição de ativos da Avianca Brasil, que incluem aviões e slots. A aquisição soma o montante de U$ 105 milhões. De acordo com comunicado divulgado pela empresa, a aquisição envolve o direito de a Azul usar 30 aeronaves Airbus 320 da frota da Avianca Brasil. Além disso, a Azul deve ficar com 70 slots de aeroportos hoje ocupados pela Avianca. A aquisição também será por meio de uma UPI.
 

Edição: Fábio Massalli
Tags: avianca Latam Gol Azul recuperação judicial da Avianca