quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Minério de ferro sobrando



Estoque de minério na China ultrapassa 150 mi de toneladas



 Terminal de minério de ferro no porto de Qingdao, na China. Foto: Dreamstime.

Acúmulo é devido a má qualidade do minério. Produto também é produzido gerando poluição, o que não condiz com a nova política de redução de emissões na China.
Os estoques de minério de ferro nos portos da China são de mais de 150 milhões de toneladas. De acordo com informações da agência de notícias Reuters, essa quantidade produziria aço para a construção de 107 milhões de carros.

O mercado de aço na China vem mostrando sinais de esgotamento após a recuperação do ano passado. O estoque em alta de minério de ferro pode prejudicar os preços da commodity, segundo os analistas de mercado ouvidos pela Ruters.

Dados da SteelHome afirmam que o volume de minério importado do país atingiu 154,43 milhões de toneladas em 19 de janeiro, com alta de 30% ao longo de 12 meses. Isso devido a uma demanda de aço e ações que combatem a poluição produzidas no processo.

Segundo a Reuters, um operador de minério de ferro do porto relatou que “há minério de ferro demais nos portos, e isso vai pressionar os preços para baixo. Se o volume continuar a crescer, operadores serão forçados a vender mais barato”.

Outra pesquisa da SteelHome aponta que 37% do estoque pertence a operadores de mercado e o resto é de usinas. Os dois grupos elevaram suas importações ao longo do ano de 2017 enquanto os preços do aço iam subindo em quase 50%.

Com a campanha contra a poluição a busca por minério de ferro importado de qualidade aumentou, principalmente da Austrália e do Brasil que são os pioneiros em produzir mais quantidade e sendo menos prejudicial ao meio ambiente.

O minério de ferro estocado nos portos da China é de qualidade inferior e pouco requisitado no mercado. O recorde de produção do país deve cair devido a campanha pela procura de um material melhor, cujo processo é menos poluente.
Em 2017, a China produziu 831,7 milhões de toneladas e nesse ano a estimativa é de 820 milhões segundo o Barclays.



quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Somos uma nação negra



Mais da metade da população brasileira se autodeclara como preta e parda
Igualdade
Desde 2003, o Dia da Consciência Negra no País lembra a história de Zumbi e o combate ao racismo
publicado: 20/11/2017 15h57 última modificação: 20/11/2017 17h09 













Em 20 de novembro de 1695, morria Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência negra à escravidão durante o período colonial. Desde 2003, a data é celebrada como o Dia Nacional da Consciência Negra, para manter viva a história de Zumbi e da população negra brasileira e fortalecer o combate ao racismo.
Atualmente, mais da metade (54%) da população do Brasil se autodeclara como preta e parda, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, o preconceito ainda é uma realidade no País.

“Hoje, principalmente, é um dia de nós realmente contarmos a história do negro no Brasil. Temos vários líderes negros e negras que realmente se sacrificaram para que nós pudéssemos discutir essas questões ligadas à importância da luta contra o racismo”, afirmou o secretário Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo, no programa Por Dentro do Governo. “O dia 20 é para isso: para mostrarmos a necessidade de enfrentar o racismo através de políticas públicas, ações governamentais e também da sociedade civil”, completou.

Serra da Barriga
Em 11 de novembro, a região da Serra da Barriga (AL), que abrigava o Quilombo dos Palmares, recebeu o título de Patrimônio Cultural do Mercosul. Dessa forma, o Brasil se compromete com a preservação e a promoção do local. Segundo a Fundação Palmares, são planejadas melhorias junto à Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e à Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, para incrementar o turismo na região. 

“Queremos capacitar guias para contar essa história tão rica e promover atividades constantes que atraiam visitantes a este lugar. Pretendemos transformar a Serra da Barriga em um dos pontos turísticos mais visitados do Brasil”, garantiu o presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira.

Atualmente, mais de 2,9 mil quilombos são certificados pela Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura. Os territórios quilombolas não podem ser desmembrados nem vendidos, para serem preservados. 

 Divulgação/Fundação Cultural Palmares
Muxima de Palmares, no Quilombo dos Palmares, homenageia os comandantes da comunidade
Fonte: Governo do Brasil, com informações do IBGE, da EBC, da Fundação Cultural Palmares, do Governo de Alagoas
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil