sexta-feira, 12 de junho de 2020

Bancos não funcionam no feriado de hoje em todo o país

Em São Paulo não é feriado, mas os bancos não funcionam hoje



Agências da Caixa abrirão neste sábado para saque do FGTS

Mesmo com a antecipação do feriado de Corpus Christi, o que ocorreu em capitais como Fortaleza, São Paulo e ainda em cidades da região metropolitana da capital paulista, não haverá atendimento bancário no feriado religioso desta quinta-feira.

A decisão é da Federação dos Bancos Brasileiros (Febraban) que informou, no Comunicado do Banco Central nº 35.690, de 19 de maio de 2020, que não haverá abertura das agências neste 11 de junho.

“Essa situação será observada em todos os municípios brasileiros, inclusive naqueles que eventualmente implementaram alguma forma de antecipação desse feriado em virtude do combate à pandemia”, diz o comunicado.

As agências permanecerão fechadas, sem atividades nos sistemas de transferência de reservas (STR), sistema especial de liquidação e de Custódia (Selic) e taxas de câmbio.

Com o fechamento das agências, estarão prorrogados para o primeiro dia útil subsequente todos vencimentos de contas, incluindo os boletos e contas de concessionárias, agendamento de pagamentos e envios de transferências.

A Febraban informou, ainda, que os terminais de autoatendimento, aplicativos de celular e internet permanecerão provendo os serviços de forma usual, como já ocorre em outros feriados bancários.

Edição: Kleber Sampaio

fonte: Agencia Brasil

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Nelson Teich pede demissão do Ministério da Saúde

Nelson Teich pede demissão do Ministério da Saúde

A pasta não esclarece o motivo da saída

O Ministério da Saúde informou hoje (15) que o ministro Nelson Teich pediu exoneração do cargo na manhã desta sexta-feira. No comunicado, a pasta não esclarece o motivo da saída, mas informa que uma coletiva de imprensa será marcada para esta tarde.

Teich assumiu o cargo há um mês, após a saída do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em 16 de abril.

Mandetta e o presidente Jair Bolsonaro divergiam sobre os caminhos para o combate à pandemia do novo coronavírus no país, como as medidas de isolamento social e o uso da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes.

Edição: Aline Leal

terça-feira, 12 de maio de 2020

Governo diz que auxílio emergencial não pode ser permanente

Governo diz que auxílio emergencial não pode ser permanente

Medida é aplicada em caráter temporário para ajudar vulneráveis


O Ministério da Economia disse hoje (12) que o auxílio emergencial não pode ser permanente para não comprometer a política fiscal. Segundo a nota, "as despesas criadas neste momento de excepcionalidade não devem ser transformadas em permanentes para não comprometer a recuperação das contas públicas a partir de 2021 e nem a trajetória sustentável da dívida pública".

“Sobre as notícias de que o programa de auxílio emergencial pode ser permanente, o Ministério da Economia esclarece que tem tomado medidas de caráter temporário para combater os efeitos da pandemia. O compromisso com o teto de gastos dá credibilidade e promove investimentos que criam empregos e faz com que o governo onere cada vez menos a sociedade”, diz o texto.

Segundo a nota, neste momento, o governo está preocupado em preservar vidas e a atividade econômica. “Com medidas extraordinárias, foi possível socorrer os mais vulneráveis que perderam seu sustento. Essa crise trouxe, entretanto, uma oportunidade para avaliar a efetividade dos programas de transferência de renda e desenhar propostas de melhorias. Projetos para a reativação da economia estão em estudo e serão divulgados no momento oportuno”, finalizou o ministério.

Ontem, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse que o o auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) poderá ser mantido após o fim da pandemia. Segundo Costa, o governo discute se o auxílio emergencial e outras medidas de socorro deverão durar os três meses inicialmente planejados ou se deverão ser desmontadas gradualmente, num processo de transição para um novo modelo econômico. “Não podemos virar a chave e desligar tudo de uma hora para outra”, disse, referindo-se à possibilidade de manutenção do benefício no segundo semestre deste ano.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Previsão é que 30 famílias recebam R$ 25 mil cada do Pronaf, para expandir e melhorar lavouras de cacau


Emater retoma crédito rural para assentamentos de Senador José Porfírio


Previsão é que 30 famílias recebam R$ 25 mil cada do Pronaf, para expandir e melhorar lavouras de cacau

 

Depois de mais de uma década, famílias assentadas da reforma agrária de Senador José Porfírio, na Transamazônica, voltarão a receber crédito rural. A reconquista está sendo possível por meio de uma parceria entre o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e organizações sociais de agricultores. 

Liberação dos recursos depende de levantamento de campo, com reuniões físicas, etapa que foi interrompida por causa da pandemiaFoto: Pedro Guerreiro / Ag. ParáA previsão é de que, passada a quarentena necessária por conta da pandemia provocada pelo novo coronavírus, pelo menos 30 famílias de três comunidades da vicinal Transunião, no assentamento Ressaca, no Pólo 2 do município (Acesso 6, Planalto e Novo Transunião), recebam R$ 25 mil cada, da linha A do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), pelo Banco do Brasil (BB), para expandir e melhorar lavouras de cacau.

“Já selecionamos as famílias, mobilizamos, porém ainda é preciso um levantamento de campo, com reuniões físicas, uma etapa que foi interrompida por causa da pandemia. Assim que as coisas normalizarem, de imediato, voltaremos à prática e esse crédito será liberado” - chefe do escritório local da Emater, o técnico em agropecuária Arino Tabosa.

De acordo com a Emater, a experiência no assentamento Ressaca é de caráter piloto, visto que a demanda imediata no município para o perfil é muito maior: “Este é só um primeiro passo. Organizaremos o carecimento conforme nossa capacidade de atendimento e com certeza supriremos essa necessidade em Senador, porque é uma política pública essencial, de desenvolvimento sustentável”, afirmou.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Preço dos alimentos sobe, mas inflação é a menor para março em 25 anos


Brasil
Preço dos alimentos sobe, mas inflação é a menor para março em 25 anos

Em meio à pandemia de coronavírus, custo da comida aumenta com alimentação em casa, afirma IBGE. Inflação desacelera para 0,07%, impulsionada por recuo nos preços das passagens aéreas e dos combustíveis.



Segundo o IBGE, ainda não é possivel relacionar a queda do preço das passagens aéreas com a pandemia 


O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, desacelerou para 0,07% em março, depois de registrar alta de 0,25% em fevereiro, segundo divulgou nesta quinta-feira (09/04) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado é o menor para o mês de março desde o início do Plano Real, em julho de 1994. No ano, o indicador acumula alta de 0,53% e, nos últimos 12 meses, de 3,30%.

Em meio à pandemia de covid-19, o que mais pesou no bolso do consumidor no mês passado foi a compra de comida. Os preços do grupo de alimentos e bebidas aceleraram de 0,11% em fevereiro para 1,13% em março, principalmente em razão da alimentação no domicílio (aumento de 0,06% em fevereiro para 1,4% em março). 


As maiores altas foram nos preços da cenoura (20,39%), da cebola (20,31%), do tomate (15,74%), da batata-inglesa (8,16%) e do ovo de galinha (4,67%). As carnes  seguiram em queda pelo terceiro mês consecutivo, embora o recuo de 0,3% nos preços tenha sido bem menos intenso na comparação com fevereiro (-3,53%). 

Outros grupos que apresentaram altas foram educação (0,59%), habitação (0,13%), vestuário (0,21%), saúde e cuidados pessoais (0,21%) e comunicação (0,04%). A área de despesas pessoais recuou 0,23%.

Embora a maior deflação tenha sido registrada nos artigos de residência (-1,08%), o que puxou a inflação para baixo foi o grupo dos transportes (-0,90%), com mais um recuo nos preços das passagens aéreas (-16,75%) e dos combustíveis (-1,88%). 

Ainda não é possível afirmar que o recuo tenha relação com a pandemia, pois os preços das passagens aéreas já vinham em queda nos últimos meses. 


A variação de março reflete uma coleta de preços que foi feita em janeiro para quem ia viajar de avião no mês de março, portanto, não podemos afirmar se há relação com a pandemia. Parece que foi pela demanda mesmo", explica Pedro Kislanov, gerente da pesquisa. 
O IBGE divulgou também o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referente às famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos. O indicador teve alta de 0,18% em março, acima do 0,17% registrado em fevereiro. No acumulado do ano, o INPC variou 0,54% e, nos últimos 12 meses, teve alta de 3,31%. 

Essa é primeira divulgação do IPCA e do INPC feita com preços coletados de forma remota. No último dia 18 de março, o IBGE suspendeu a coleta presencial nos locais de compra devido à pandemia de coronavírus. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou e-mail. 

Conseguimos contornar as dificuldades com a coleta remota. Em alguns casos, a resposta foi muito positiva, como nos postos de combustíveis, em que boa parte dos preços foram coletados por telefone. Assim como outros institutos de estatísticas do mundo, estamos buscando maneiras de evitar uma redução drástica da nossa amostra", explica Kislanov.

Segundo ele, a suspensão da coleta presencial reduziu a quantidade de preços coletados, mas isso não gerou problemas para a análise.