segunda-feira, 7 de abril de 2014

Cinco emoções que você nunca soube que tinha

Moisés de Freitas
Seis emoções básicas
Alegria, tristeza, raiva, medo, surpresa e nojo. Você provavelmente não vai concordar, mas estas são, segundo os psicólogos, as seis emoções básicas do ser humano.
São as chamadas Big Six, as Seis Grandes emoções, consideradas universais no sentido de que qualquer ser humano, ao senti-las, não conseguirá evitar mostrá-las no rosto e as mostrará sempre com as mesmas expressões faciais.
(Um dos testes idealizados por Paul Ekman para reconhecimento das emoções. 1) Tristeza. 2) Nojo. 3) Alegria. 4) Raiva controlada. 5) Medo controlado. 6) Raiva controlada. 7) Medo ou surpresa. 8) Desdém ou orgulho. 9) Preocupação, apreensão ou leve medo.[Imagem: Paul Ekman])
E por que ficaram de fora todos aqueles sentimentos mais nobres, amizade, amor e compaixão, por exemplo, universalmente aceitos como representações da mais pura seiva do espírito humano?
Animalidade científica
Você pode diferenciar entre emoções e sentimentos, se quiser. Mas aqui a questão é metodológica. A ciência estuda o ser humano no seu aspecto biológico. A rigor, afirmam os cientistas mais puristas, só existe o biológico - a mente emana do cérebro, o espírito emana do corpo, enfim... o software emana do hardware. Ou seja, apesar de soar esdrúxula para 99% dos não-cientistas, a proposta mais científica atualmente aceita é a de que, quando se trata do ser humano, o superior deriva do inferior.
Assim, num mundo totalmente biológico, as emoções que devem ser levadas a sério, segundo os cientistas, são aquelas que existem para cumprir um papel como auxiliares na sobrevivência.
Logo, "emoções de verdade" devem motivar atividades que nos ajudem a ter algum tipo de sucesso em uma "luta pela vida", contra inimigos, contra animais ferozes, contra concorrentes na reprodução e contra as hostilidades da própria natureza - do tipo que se vê em documentários sobre o início da evolução humana, quando ainda estávamos mais próximos dos símios.
Mas os tempos, como sempre, estão mudando, ou não seriam tempos. Até mesmo a ciência vem abrindo espaço, ainda pouco espaço, é verdade, para a "humanidade do homem", tirando-o daquele paraíso perdido selvagem, idealizado pelos cientistas para exorcizar desse animal tão diferente tudo aquilo que o faz ser diferente dos outros animais. E a ciência vai, aos poucos, aderindo ao fato por ela mesma desvendado de que, afinal de contas, evoluímos.
Emoções do homem moderno
Nossos ancestrais podem ter tido a necessidade diária do medo para fugir dos predadores, da raiva para vencer os inimigos e do nojo para evitar as doenças. Mas a vida em civilização trouxe elementos mais sutis à tona, fazendo surgir um monte de novos candidatos a emoções básicas em um mundo onde a vida vai muito além da sobrevivência.
Avareza, vergonha, tédio, depressão, ciúme e amor, por exemplo, podem ser indicados como marcas registradas da idade moderna. E não apenas estas. Algumas emoções mais obscuras podem estar se tornando cada vez mais relevantes.
Jessica Griggs, escrevendo para a revista britânica New Scientist, entrevistou especialistas e compilou uma lista. A seguir, estão suas cinco preferidas, aquelas que poderiam se juntar às outras para eventualmente formar as Big Eleven. Ou talvez fosse melhor chamá-las de B11, já nos preparando para os infindáveis acréscimos que, com maior ou menor emoção, cada um tentará fazer por si próprio.

Elevação
Em meio à turbulência econômica do ano passado, o discurso de posse do Presidente Barack Obama foi forte e inspirador. Milhões de eleitores, absorvendo cada uma de suas palavras, tinham lágrimas nos olhos, uma sensação de formigamento na parte de trás do pescoço e uma sensação quente no peito como se ali estivesse uma abertura para permitir que o amor e a esperança jorrassem.
Jonathan Haidt mantém diversos sites sobre as emoções e os sentimentos, incluindo A Hipótese da Felicidade. [Imagem: Divulgação]
Este sentimento é o que Jonathan Haidt, da Universidade da Virgínia, chama de elevação. O pesquisador acredita ter encontrado os traços da elevação na liberação de oxitocina, que gera sensações de acolhimento e calma. É esse hormônio que ativa o nervo vago e estimula os músculos da garganta e do pescoço - o que explicaria as sensações dos eleitores de Obama.
A oxitocina já foi apontada em várias pesquisas como estando ligada a sentimentos nobres - veja, por exemplo, a reportagem Nascidos para o amor: teoria defende a sobrevivência do mais bondoso.
É também a oxitocina que faz as mães liberarem o leite que amamenta seus filhos. Em seus experimentos, Haidt identificou a liberação de um maior volume de oxitocina em mães que, ao amamentar, assistiam programas de TVinspiradores, e menos naquelas que assistiam programas sem sentido emocional.
Assim, a elevação tem tanto um componente fisiológico quanto um componente motivacional. No entanto, ao contrário dos Seis Grandes emoções, ela não tem uma expressão facial característica evidente, o que pode explicar por que ela saiu dos radares da pesquisa científica há muito tempo. "Se você observar o contexto, você pode ser capaz de detectar um ligeiro abrandamento das expressões," diz Haidt. "Às vezes, as sobrancelhas são levantadas como se a pessoa estivesse triste."
A elevação também é relativamente rara. Geralmente as pessoas a experimentam menos de uma vez por semana, embora existam grandes diferenças individuais. Contudo, sempre que ela surge, está envolvida com coisas altamente significativas.
"Se você pedir às pessoas que relembrem as melhores experiências de toda a sua vida, os momentos de elevação provavelmente estarão entre os cinco primeiros", diz Haidt.
Mais do que isso, se pudermos domar a elevação e aproveitá-la para construir a confiança mútua, isto poderia ter relevância especial no mundo moderno para reforçar ou reparar relações interpessoais. Haidt vislumbra um tempo, por exemplo, quando os terapeutas conjugais poderão tentar induzir a elevação a fim de aumentar a eficácia das sessões de aconselhamento de casais.
Interesse
Sua cabeça inclina-se levemente para um lado, sua fala se acelera e os músculos em sua testa e em torno dos seus olhos se contraem conforme você se vê absorvido em aprender uma música nova, entender a termodinâmica do Universo ou talvez simplesmente revisar sua coleção de selos.
(O psicólogo Paul Ekman é um dos pioneiros no estudo das emoções e de suas expressões faciais, tendo pesquisado as emoções entre várias culturas ao redor do mundo. [Imagem: Tenzin Choejor])
O interesse pode ser mais difícil de detectar do que o medo ou a alegria, mas ele de fato possui uma das marcas fundamentais de uma emoção básica - a sua própria expressão facial. Desde 1960, quando Paul Ekman fez os trabalhos pioneiros neste campo, os psicólogos têm procurado por expressões faciais universais para ajudar a medir e classificar as emoções.
O interesse também parece ter um propósito. O psicólogo Paul Silvia, da Universidade de Carolina do Norte, acredita que ele motiva as pessoas a aprender - não por dinheiro, não para uma prova, mas para seu próprio bem, para aumentar os seus conhecimentos apenas porque eles desejam esse conhecimento.
Isto poderia explicar porque o interesse encontrou seu próprio espaço no mundo moderno. Ele pode ser visto como um contrapeso para o medo e a ansiedade que envolvem os eventos com os quais não estamos familiarizados. Sem o interesse poderíamos nos afastar das coisas novas ou complicadas porque elas tendem a nos deixar nervosos. "Isso faz sentido se pensarmos em termos de história evolutiva, quando as situações desconhecidas podem muitas vezes serem perigosas," diz Paul. "Mas, no mundo moderno, isto seria desastroso porque não poderíamos prosperar intelectualmente".
Outro argumento forte para elevar o status do interesse como emoção básica é que ele pode dar errado. Um critério que alguns psicólogos usam para definir uma emoção básica é que ela deve ter aberrações ou patologias associadas. O medo excessivo, por exemplo, gera o pânico ou a ansiedade crônica. Da mesma forma, interesse demais resulta em comportamentos compulsivos, repetitivos e extenuantes.
Assim, como o interesse entra na liga das emoções? Como criaturas naturalmente curiosas, nós o experimentamos diariamente e dedicamos um bocado de tempo e inteligência com as coisas que nos interessam. Apenas isso já seria suficiente para torná-lo um "Big".
Mas o poder real do interesse, de acordo com Paul, reside na sua capacidade de nos manter engajados em nossas vidas frenéticas, em vez de deixar-nos dominar pela sobrecarga de informações. Esta também é uma razão para tentar compreender o que estimula o interesse. "Temos de encontrar formas de ajudar as pessoas a aprenderem, para evitar que elas se tornem ansiosas e se deem bem frente a essa quantidade monstruosa de informação", diz ele.
Gratidão
A gratidão ainda tem um longo caminho a percorrer antes que possa satisfazer os critérios mais rigorosos para se enquadrar como uma emoção básica. Sua expressão facial ainda não foi identificada, embora se possa especular com, talvez, um sorriso e uma leve inclinação frontal da cabeça.
(Sara Algoe, da Universidade da Carolina do Norte, descobriu que a gratidão faz os casais sentirem-se mais conectados. [Imagem: Divulgação])
No tocante a um propósito, contudo, a gratidão nos motiva a agir: ela nos faz querer reconhecer e retribuir uma gentileza ou um gesto de bondade. Assim, a gratidão pode simplesmente assegurar um mecanismo de compensação, mas novas pesquisas sugerem que pode haver mais do que isso.
Sara Algoe, da Universidade da Carolina do Norte, descobriu que a gratidão faz os casais sentirem-se mais conectados. Ela argumenta que os gestos verdadeiramente significativos nos ajudam a encontrar as pessoas que realmente nos cativam. O sentimento de gratidão é um sinal de que devemos conhecer melhor essas pessoas já que provavelmente poderemos contar com elas no futuro.
Assim, uma vez que você está em um relacionamento romântico, o sentimento de gratidão serve como um pequeno lembrete de quão importante e significativo é o seu parceiro. A longo prazo, diz Algoe, a gratidão está lá para ajudar a promover um ciclo positivo de dar e receber, criando uma espiral ascendente de satisfação no relacionamento.
Se Algoe estiver correta, a gratidão tem grandes benefícios potenciais no mundo moderno. Relacionamentos de alta qualidade são bons para nossa saúde, conforme destaca sua colega Barbara Fredrickson. Ela vai mais longeem seu livro Positividade, sugerindo que o cultivo da gratidão poderia aumentar a harmonia social em grupos e comunidades, promover uma menor a rotatividade entre os trabalhadores, aumentar o voluntariado nas comunidades, eventualmente diminuir a criminalidade e induzir à produção de menos lixo e menos desperdício de recursos.
Orgulho
O vaidoso e arrogante sentimento de orgulho tem sido chamado de o mais mortífero dentre os sete pecados mortais.
(Jessica Tracy, uma das poucas psicólogas no mundo que trabalham com o orgulho, faz a distinção entre o que ela chama de "orgulho arrogante" e "orgulho autêntico". [Imagem: Divulgação])
No entanto, o orgulho também pode ser nobre. Todos nós conhecemos a sensação de realização e autoestima que surge quando nos saímos bem em alguma coisa, seja conseguir uma promoção, construir algo, ganhar uma corrida ou descobrir uma solução em um jogo de palavras cruzadas.
É por isso que Jessica Tracy, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, uma das poucas psicólogas que trabalham com o orgulho, faz a distinção entre o que ela chama de "orgulho arrogante" e "orgulho autêntico".
O orgulho pode se manifestar de duas maneiras diferentes, mas não podemos diferenciá-las a partir da expressão facial ou corporal. Os dois tipos fazem as pessoas inclinarem a cabeça para trás, estender os braços, afastando-os do corpo e tentar olhar tão amplamente quanto possível. Como Charles Darwin destacou em seu livro A Expressão das Emoções nos Homens e nos Animais, uma pessoa orgulhosa parece "inchada". Portanto, há uma característica visual do orgulhoso. Mas, ao contrário das emoções básicas, a face desempenha um papel pequeno, com um leve sorriso.
O orgulho também difere das Seis Grandes por ser uma emoção "autoconsciente". Como a vergonha, a culpa e o embaraço, o orgulho exige um sentido de autonomia e a capacidade de se autoavaliar. "A fim de experimentar o orgulho," explica Tracy, "eu preciso pensar em quem eu sou, quem eu quero ser e como o evento que acabou de acontecer se reflete sobre mim e sobre minhas ambições."
Então, qual é o objetivo do orgulho e por que temos dois orgulhos diferentes mas que têm a mesma aparência? Em geral, quando as pessoas veem uma expressão de orgulho elas a associam com um status elevado. Assim, o orgulho nos motiva a fazer bem as coisas para para ganharmos respeito.
Há duas maneiras distintas ganhar prestígio e respeito, o que talvez explique as duas facetas do orgulho.
O status pode assumir duas formas, explica o antropólogo Joe Henrich, também da Universidade da Columbia Britânica. A primeira é baseada na dominação e é comumente vista em primatas não-humanos, onde os indivíduos maiores e mais fortes são reverenciados porque poderiam ferir ou matar os outros. Os equivalentes humanos incluem o bullying e os chefes ditadores.
O segundo tipo de status é o prestígio. Neste caso, o respeito e o poder são obtidos através do conhecimento ou da habilidade. "Isso se encaixa nos dois tipos de orgulho," diz Tracy. "Um está associado à agressividade e ao excesso de confiança, enquanto o outro motiva a realização, o trabalho duro e o comportamento altruísta."
Confusão
A confusão é difícil de descrever. É um sentimento que todos já experimentamos, seja em um teatro, numa galeria de arte ou vagando meio perdido em uma cidade desconhecida.
Dacher Keltner, da Universidade da Califórnia, sugere que confusão é a "sensação de que o ambiente está dando informações insuficientes ou contraditórias".
Mas seria a confusão realmente uma emoção?
Para alguns psicólogos, a ideia é escandalosa. No entanto, Paul Silvia acha que a confusão deve ser entendida como uma emoção básica simplesmente porque ela é tão fácil de detectar. As sobrancelhas franzem, os olhos semicerram-se, os lábios se apertam - você reconhece a confusão quando a vê. De fato, um estudo descobriu que esta é a segunda expressão mais reconhecível no dia a dia, sendo superada apenas pela alegria.
Mas para o que serve a confusão? É uma emoção baseada no conhecimento, na mesma "família" do interesse e da surpresa, diz Paul. Ele acredita que a confusão é a maneira do nosso cérebro nos dizer que a forma como estamos encarando as coisas não está funcionando, que o nosso modelo mental do mundo é falho ou inadequado. Algumas vezes isso nos fará bater em retirada, mas também pode nos motivar a mudar a nossa atenção ou mudar a nossa estratégia de aprendizagem, diz ele.
Uma ideia relacionada é que uma expressão facial de confusão emite um alerta para que outras pessoas possam ajudar a pessoa confusa. Se for assim, a confusão serve para trazer novos conhecimentos e incentivar as relações sociais, tornando-a, talvez, a emoção perfeita para o século 21.
FONTE: www.diariodasaude.com.br

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

EQUATORIAL. COMO UMA EMPRESA DE PORTE GLOBAL, ERRA TANTO AO FAZER COBRANÇA DE ENERGIA?



EQUATORIAL – REDE CELPA – PARÁ



COMO pode uma empresa de energia, do porte da citada, com ações listadas no IBOVESPA, BOLSA DE NOVA YORK, CHICAGO, CHINA, TÓQUIO,  e o escambau, inclusive com a responsabilidade estatutária de se submeter aos ditames do Novo Mercado, ROUBAR DESCARADAMENTE dos isolados e desprotegidos habitantes do estado do Pará.  


 
Há evidencias que esta empresa  nao esta repassando devidamente as prefeituras paraenses as taxas de iluminação publica, cobradas nas contas de energia.
 







LADROAGEM. ROUBO, FALTA DE CONFIANÇA. GOLPE DA MEDIÇÃO.  Vocês verão a seguir as provas cabais de nossas afirmações. Todos estes proprietários, nacionais e estrangeiros, se tornam cúmplices do gestor da Rede Celpa. Ao adquiri-la e não alterar os procedimentos que a fizeram naufragar, apenas prolongam a agonia de todos nos, usuários e clientes!  São cúmplices num golpe baixo contra a população.
A atendente da loja de Parauapebas, sul do Pará, justifica, certamente treinada para ser linha de frente da quadrilha: os impostos são altos, é culpa do governo. Lançamos todo o reajuste de uma única vez. O acordo da Presidenta Dilma com as concessionárias foi válido apenas para um mês e outras sandices mais, num esforço miserável para enganar as pessoas, todos nos usuários e clientes de uma empresa monopolista, sem alternativas de escolha, um monopólio miserável e autoritário. A tal mocinha, vitima também, não sabe que os rapazes da leitura mensal dos relógios, estão autorizados a majorar sem o devido consumo, os watts em cada residência dos incautos consumidores. Legitimados por um governo que se diz popular,  as grandes concessionários, se esbaldam  em sacanear, onerar, punir e roubar da população. Um Eike Batista por dia. Quando  o mercado global, olhar com mais atenção e responsabilidade para  a real saúde dos serviços básicos e de infraestrutura do Brasil, vão se arrepender de colocar tanto dinheiro em mãos de autoridades irresponsáveis e incompetentes. O assalto a população não encontra paralelo neste mundo.

Ficamos estarrecidos, comparem os números abaixo:


 

 
 




 




MEDIA DE CONSUMO MENSAL (últimos 3 meses, em kWh) =  566+1000+530 = 698,66 e não os 1203 da concessionária. Então não se cabe nenhuma discussão de consumo real? Quem faz as medições? Aqui em Parauapebas é a empresa DINAMO. Funcionários a pés ou de bicicleta, autoritários e destreinados,  ou com o treinamento para meter a mão: se observarem o quadro 3 podem perceber uma perigosa tendência: a cada três meses, dobra-se o registro do consumo das unidades. Se assim for, podemos esperar um salto de 50% no consumo para este mês de dezembro. E será uma sacanagem, porque desligamos 60% dos aparelhos que consomem energia elétrica. Nosso consumo caiu, estamos abaixo da media de consumo. Então, nosso plano é, ao receber a conta, voltar ao relógio e conferir. Se estiver manipulado, vamos chamar a policia de imediato, fazendo a ocorrência de furto qualificado contra o funcionário leiturista e a concessionária. E não vamos negociar.







HISTORICO DA REDE CELPA NO PARÁ
Acompanhe aqui toda a fofoca na época da aquisição da Rede Celpa

Equatorial compra 61,37% da Celpa por R$ 1
EQUIPE AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – A Equatorial Energia comunicou nesta terça-feira (25) que celebrou hoje contrato de compra e venda de ações com a Centrais Elétricas do Pará (Celpa). Por meio do contrato, uma vez verificadas determinadas condições precedentes, a Equatorial se comprometeu a adquirir, pelo valor total de R$ 1, 39,179 milhões de ações de emissão da Celpa, sendo 38,717 milhões de ações ordinárias e 461.917 ações preferenciais. O montante total corresponde a uma participação de 65,18% do capital votante e 61,37% do capital social total da Celpa.
O preço total de aquisição se deve ao fato de a Celpa encontrar-se em processo de recuperação judicial. O plano de recuperação da empresa foi aprovado em assembléia geral de credores realizada em 1º de setembro de 2012 e homologado na mesma data. O plano contempla uma proposta para equacionamento do passivo operacional e financeiro da Celpa, bem como a aquisição, por um investidor, do controle da empresa.
A conclusão da operação está também sujeita a certas condições precedentes previstas no contrato de compra e venda, incluindo a aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade). Com a conclusão do negócio, a Equatorial aumentará sua atuação no setor de distribuição de energia elétrica, expandindo sua participação no setor energético para a Região Norte.



Equatorial terá que fazer um investimento de R$ 700 milhões em até dois anos
Leonardo Godoy – Reuters

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a transferência do controle da distribuidora paraense Celpa, do Grupo Rede Energia, para a Equatorial Energia. Segundo a Aneel, a Equatorial deverá fazer aporte de capital de R$ 700 milhões na Celpa em uma ou mais parcelas, em até dois anos. A primeira injeção de recursos na paraense, de pelo menos RS 350 milhões deve ser feita ainda neste ano.
A Aneel também informou que autorizou a Celpa a converter em investimentos em sua infraestrutura os pagamentos de compensações a consumidores: pelo descumprimento de metas de indicadores de qualidade. Essas eram as duas últimas pendências, no âmbito da Aneel, para a conclusão da compra da Celpa pela Equatorial.
 A Celpa estava em processo de recuperação judicial e era a única das nove distribuidoras do Grupo Rede que não sofreu intervenção. Ao assumir a Celpa, companhia que atende a 1,8 milhão de consumidora no Pará, a Equatorial Energia atenderá a uma área de concessão contígua à da Cemar, distribuidora maranhense que já controla, podendo obter sinergias. A Equatorial adquiriu a distribuidora do Pará por RS 1, as- sumindo 39,1 milhões de ações de emissão da Celpa.
Fonte: Brasil Econômico
Por Claudia Facchini | De São Paulo

 A fórmula da Equatorial para resolver os problemas da distribuidora de energia do Pará, a Celpa, não estará baseada em tecnologia, mas sim em gestão. “Tecnologia não é a solução”, afirmou o diretor financeiro da Equatorial, Eduardo Haiama, na sexta-feira, em teleconferência com analistas, ao citar como exemplo a Cemar, distribuidora de energia do Maranhão adquirida pela empresa em 2006 e que é considerada um caso bem-sucedido de reestruturação.
Um dos desafios será reduzir as perdas da Celpa – ou os populares “gatos”, a energia que não é paga pelos consumidores. Segundo Haiama, assim como foi feito na Cemar, a idéia é “dividir um problemão em vários probleminhas e montar um plano de ação para [combater] cada um deles”.
Mas, na avaliação de um analista, o combate aos “gatos” pode ser uma tarefa mais difícil no Pará do que foi no Maranhão, há seis anos. Com o aumento do poder aquisitivo, o consumo de energia também cresceu entre a população de renda mais baixa, o que deixou a conta de luz mais cara.
Durante a teleconferência com analistas, a Equatorial não fez comentários sobre a oferta primária de ações anunciada na noite anterior, avaliada em R$ 1 bilhão, por estar em período de silêncio. A operação deve financiar tanto a aquisição da Celpa, que está em recuperação judicial, bem como a compra das demais oito distribuidoras do grupo Rede, que estão sob intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A Equatorial apresentou a oferta para adquirir as oito distribuidoras em conjunto com a CPFL e a expectativa é que as duas empresas dividam o negócio meio a meio. Uma fonte a par do processo afirmou ao Valor que as negociações estão “bem encaminhadas” e que será uma “surpresa” se o acordo não for fechado. O analista do banco Espírito Santo, Gabriel Laera, acredita que a aquisição poderá ser concluída ainda este ano.
Na sua avaliação, o deságio nas dívidas da Celpa e do Rede poderá alcançar 65%. Segundo ele, a aquisição da Celpa aumentaria em R$ 5 o valor justo para as ações da Equatorial, enquanto a aquisição do grupo Rede elevaria esse valor em R$ 8,9. Mas a oferta primária de ações, em compensação, irá diluir em R$ 9,1 o preço da ação da companhia.
Na sexta-feira, as ações da Equatorial caíram 0,88% e fecharam o pregão a R$ 17,94.
Fonte: Valor Econômico
Por Claudia Facchini, Rodrigo Polito e Beatriz Cutait | De São Paulo e do Rio VALOR ECONÔMICO

As incertezas em torno do futuro da Centrais Elétricas do Pará (Celpa), que está imersa em dívidas de R$ 3 bilhões, terminaram ontem, quando a Equatorial Energia entregou finalmente, à Justiça de Belém, o contrato para aquisição da distribuidora de energia, que pertence ao grupo Rede Energia.
A Equatorial, controlada pela administradora de fundos de private equity Vinci Partners, pagará o valor simbólico de R$ 1 pelo controle e terá de injetar imediatamente R$ 350 milhões na distribuidora. Nos próximos dois anos, está previsto o aporte de outros R$ 350 milhões pelo menos.
Os investidores reagiram bem. As ações ordinárias da Equatorial subiram ontem 5,3%, encerrando o pregão a R$ 17,75, o que elevou o valor de mercado da empresa para R$ 1,9 bilhão. Em setembro, os papéis da Equatorial já se valorizaram 14%, acumulando neste ano uma forte alta de 45%.
Com a aquisição, a Celpa escapou de ter o mesmo destino das outras oito distribuidoras de energia do grupo Rede, que estão sob intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) desde o início de setembro.
A agência reguladora só não interveio na distribuidora do Pará porque a companhia já estava em processo de recuperação judicial e havia recebido uma proposta da Equatorial, mas as negociações se arrastavam há três meses. Na semana passada, a juíza Maria Filomena de Almeida Buarque, encarregada da recuperação da Celpa, deu um ultimato à Equatorial, que perderia a exclusividade nas negociações se não assinasse um compromisso formal de compra. O prazo estipulado pela juíza terminou na segunda-feira e já haviam sido iniciadas as negociações para vender a Celpa para o grupo J&F, que também demonstrou interesse pela distribuidora.
A venda para a Equatorial foi finalmente fechada ontem à tarde, na sala da juíza em Belém, quando o contrato recebeu a última assinatura que faltava, a da presidente e representante de um dos acionistas da Rede Energia, Carmem Pereira. O herdeiro e controlador do grupo, Jorge Queiroz, assinou o documento no dia anterior e não foi ao Pará, disse uma fonte.
Apesar dos sérios problemas financeiros da Celpa, a aquisição é vista com um bom negócio para a Equatorial, que já possui um histórico positivo na Cemar, distribuidora de energia do Maranhão. Com os ciclos de revisão tarifárias, aos quais estão sujeitos as distribuidoras de energia a cada quatro anos, os ganhos de
escala tornam-se ainda mais cruciais para as empresas, que precisam diluir custos.
A Celpa e a Cemar passaram por trajetórias semelhantes. A Celpa foi comprada pelo grupo Rede em 1998, enquanto a Cemar foi privatizada no ano 2000, quando foi adquirida pela americana Pennsylvania Power & Light (PPL).
A distribuidora maranhense passou a enfrentar problemas financeiros em 2001 e, no ano seguinte, chegou a sofrer uma intervenção da Aneel. Passados dois anos e meio, a SVM Participações, empresa controlada pelos fundos da GP Investimentos, comprou o controle da companhia pelo valor simbólico de R$ 1, assumindo também a dívida de R$ 820 milhões. Como parte do processo de reestruturação financeira, em abril de 2006 o controle acionário da empresa passou para a Equatorial Energia. Por fim, ainda em 2006, a GP Investimentos e o Banco Pactual resolveram lançar as ações da holding em bolsa e levaram à captação de R$ 540,2 milhões, do quais R$ 180 milhões com a emissão de novas ações.
A situação da Cemar é hoje bem diferente do passado. No segundo trimestre deste ano, a empresa teve receita operacional de R$ 544,6 milhões e lucro de R$ 57,9 milhões, com relação dívida líquida/Ebitda baixa, equivalente a duas vezes.
Por Claudia Facchini e Rodrigo Polito | De São Paulo e do Rio

A Equatorial e a CPFL assinaram ontem à noite com o controlador do grupo Rede Energia, Jorge Queiroz de Moraes Júnior, um compromisso de compra da companhia, cujas oito distribuidoras de energia estão sob intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) há três meses. As duas empresas pagarão apenas R$ 1 para assumir o controle do grupo, que está atolado em dívidas estimadas em mais de R$ 5 bilhões.
Até o momento, a Equatorial e a CPFL conseguiram exclusividade nas conversações com Queiroz, mas havia o risco de que esse privilégio terminasse em breve. A assinatura do acordo, que era aguardada pelo mercado, afasta as incertezas em torno das negociações.
Pelo acordo, as participações diretas e indiretas de Queiroz no grupo Rede serão transferidas para a Equatorial. Mas os investimentos necessários para equacionar os problemas da companhia serão feitos tanto pela Equatorial quanto pelo CPFL, que se comprometem a efetuar os aportes.
Fontes próximas às empresas informaram ao Valor que a forma como os investimentos serão realizados ainda precisa ser definida. Só depois de desenhada essa estrutura é que serão divididas as oito distribuidoras do Rede entre a Equatorial e a CPFL, que possui interesse, principalmente, nas empresas de São Paulo. Segundo uma fonte, ainda é cedo para discutir quem ficará com cada ativo. As duas empresas vão trabalhar nos próximos 60 dias no plano de recuperação.
Ontem, a Justiça de São Paulo aprovou a recuperação judicial pedida pelas holdings do Grupo Rede, o que permitiu que o compromisso de compra e venda fosse assinado com a Equatorial e a CPFL. Sem o pedido de recuperação judicial, havia o risco de que credores pedissem a falência das companhias. A aprovação do pedido de recuperação judicial protege as holdings, viabilizando a assinatura do acordo.
O compromisso firmado ontem ainda precisa ser aprovado pela Aneel, bem como pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Fontes do setor dizem acreditar, porém, que a Aneel não colocará empecilhos já que as duas companhias, a CPFL e a Equatorial, além de capitalizadas, possuem um histórico bem-sucedido de reestruturação de empresas.
A Equatorial já adquiriu uma das distribuidoras do grupo Rede, a Centrais Elétricas do Pará (Celpa), pela qual também pagou apenas R$ 1. A Celpa foi a única das subsidiárias de Queiroz que estava em processo de recuperação judicial. Em setembro, o governo federal impediu que as demais distribuidoras controladas pelo empresários seguissem o mesmo caminho ao decretar a Medida Provisória 577. A MP permitiu a intervenção da Aneel nas distribuidoras do Rede, que foi feita no dia seguinte à sua publicação.
O plano de recuperação apresentado em outubro por Queiroz prevê o aporte de R$ 773 milhões nas suas concessionárias. Deste total, R$ 437 milhões virão da quitação de dívidas e R$ 150 milhões por meio de aumento de capital. A holding ainda possui R$ 186 milhões retidos em aplicações no Banco Daycoval que poderão ser “repostos”, segundo o documento.
A Equatorial, que pertence à administradora de fundos de investimento Vinci Partners, controla a Centrais Elétricas do Maranhão (Cemar), que é considerada um bom exemplo de recuperação financeira. Em 2004, a Cemar também foi comprada por apenas R$ 1 pela gestora de fundos GP.
Fonte: Valor Econômico

Equatorial compra Celpa e amplia atuação na região Norte
No setor de energia, a Equatorial Energia (EQTL3) fechou a compra da distribuidora paraense de energia Celpa (CELP5), pondo fim à novela sobre o destino de uma das empresas do endividado Grupo Rede Energia. A conclusão do processo evitou com que a Eletrobrás (ELET3, ELET6), acionista minoritária da Celpa, tivesse de assumir a paraense.
Vale destacar que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) pretende concluir até o dia 30 de outubro a votação das pendências para a transferência do controle da Celpa para a Equatorial Energia. Esse cronograma da Aneel permitirá que a Equatorial assuma definitivamente o controle da Celpa a partir de 1º de novembro, como foi acertado entre as partes que negociaram a solução para a empresa.
BRASÍLIA, 30 Out (Reuters) – A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou nesta terça-feira a transferência do controle da distribuidora paraense Celpa, do Grupo Rede Energia, para a Equatorial Energia. A operação deverá ser formalizada em até 90 dias.
Segundo a Aneel, a Equatorial deverá fazer aporte de capital de 700 milhões de reais na Celpa em uma ou mais parcelas, em até dois anos. A primeira injeção de recursos na paraense, de pelo menos 350 milhões de reais, deve ser feita em 2012.
Também nesta terça, a Aneel autorizou a Celpa a converter em investimentos em sua infraestrutura os pagamentos de compensações a consumidores pelo descumprimento de metas de indicadores de qualidade. Essas eram as duas últimas pendências, no âmbito da Aneel, para a conclusão da compra da Celpa pela Equatorial. A transferência de controle da Celpa para a Equatorial foi anunciada em setembro e encerrou um período de meses de negociação entre Justiça, Aneel, governo, credores, investidores e empresas para encontrar uma solução de mercado para a distribuidora, que estava em recuperação judicial desde fevereiro deste ano.
Fonte: Reuters




Entregando as Razões
Desde a privatização das companhias elétricas em todo o país, a concessionária de parte da região norte foi a rede Celpa. Herdou linhas ultrapassadas, sistema de distribuição arcaico e muita desordem em registros e padrões. A empresa arrematante, o Grupo Rede, não conseguiu fazer caixa na rapidez necessária aos investimentos e sem os recursos vitais ao empreendimento e a complexa operação em solo de selva, e ao mesmo tempo urbano.
Sem as devidas qualificações, foi deteriorando o atendimento, a distribuição e a satisfação da população, enquanto o governo central fechava os olhos para a nova realidade.   Capengava, mas ia. Nos primórdios dos anos 90, aqui em Parauapebas, se trabalhava apenas a tarde, de manha era impossível, devido aos picos e a falta.  Depois era a chuva, depois era o vento e depois era o redimensionamento da distribuição e depois era o excesso de consumo e até hoje é esta tragédia. Estamos pagando muito mais, por um serviço de menos.
Finalmente, após todas as tentativas, apoiada na incompetência de Brasília em resolver tão grave problema, a Rede Celpa jogou a toalha, ante a intervenção do governo acabou sendo comprada pela EQUATORIAL. Não sabemos como esta empresa, de proprietários e grupos responsáveis, topou comprar um resto de produto como a Rede Celpa. E o pior os infortúnios, sem caixa, parece que, para reduzir a montanha do dinheiro  necessários para a manutenção no Pará, este grupo esteja lançando mão desse abjeto recurso: lograr os incautos consumidores. Temos casos que, mesmo com a ligação não feita, esta empresa enviar contas de R$500,00, por três meses seguidos. No nosso endereço, o proprietário desligou o relógio e o mesmo foi retirado, há dois anos mas a Rede Celpa continua mandando contas e com consumo, ou seja, esta configurado  o crime de dados morais e perdas e danos: inventar números para um relógio desligado, e ainda enviar o nome do ex-cliente para as entidades de proteção ao crédito. Temos provas dessa tragédia, todas as contas, pagas pelo ex-cliente.
Hoje em dia, não temos onde reclamar de mais nada. A governança por quase 12 anos de um partido dito de esquerda, esta trazendo de volta todos os males e doenças da ditadura militar: pessoas presas sem crime tornadas incomunicáveis, sem direito sequer a um telefonema, ordem restrita dos policiais, falta de segurança, pessoas sendo investigadas por sua ideologia, aplicação da Lei de Segurança nacional e etc. Não há canais populares, gratuitos e efetivos para as massas se defenderem do capital. Esta privatização de estado, como  a ocorrida no setor elétrico, torna o consumidor final, refém da empresa concessionária. O governo não pode atrapalhar o retorno do investimento do seu parceiro. E não é mais o governo quem resolve. Daí a liberdade de algumas empresas fazerem o que a Rede Celpa esta fazendo aqui no Pará.
Queremos providencias. Mas quem ou o que pode resolver e atuar a EQUATORIAL? Quem pode punir e ressarcir o consumidor desse furto hediondo?




VEJA AGORA QUEM SAO OS DONOS

O quadro abaixo indica a quantidade de ações ordinárias detidas por todos os acionistas da Equatorial Energia.
 
Posição Consolidada em Ações
Acionistas
Ordinárias
Total

Quantidade
%
Quantidade
%
PCP Latin America Power S/A
45.518.146
22,94%
45.518.146
22,94%
Minoritários
152.929.206
77,06%
152.929.206
77,06%
Squadra Investimentos
30.939.640
15,59%
30.939.640
15,59%
International Financial Corporation
10.625.000
5,35%
10.625.000
5,35%
BTG Pactual Asset Management S/A DTVM
10.271.024
5,18%
10.271.024
5,18%
Credit Suisse Hedging-Griffo
10.073.318
5,08%
10.073.318
5,08%
Nucleo Capital
9.983.600
5,03%
9.983.600
5,03%
Norges Bank
9.962.283
5,02%
9.962.283
5,02%
Demais Minoritários
71.074.341
35.81%
71.074.341
35.81%
Total
198.447.352
100,00%
198.447.352
100,00%