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sexta-feira, 15 de março de 2019

Jovens unidos


Jovens de todo planeta se unem por medidas contra mudanças climáticas
Publicado em 15/03/2019 - 09:24
Por Vitor Abdala - Repórter da Agencia Brasil Rio de Janeiro



Jovens de mais de 100 países fazem hoje (15) manifestações exigindo medidas para conter o aquecimento global. No Brasil, estão previstos atos em Brasília e em seis estados, entre eles o Rio de Janeiro, onde jovens farão um protesto nas escadarias da Assembleia Legislativa do Estado, no centro da cidade.
Segundo o coordenador executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Alfredo Sirkis, os mais jovens estão se mobilizando porque eles viverão os maiores impactos do aquecimento global.
A ideia é exigir a adoção de medidas por governos e empresários. A mobilização dos jovens contra as mudanças climáticas foi inspirada nas ações da jovem sueca Greta Thunberg, que passou a fazer protestos rotineiros em frente ao parlamento da Suécia contra o aquecimento global.

Saiba mais

Edição: Valéria Aguiar

domingo, 10 de setembro de 2017

Violência de Estado



Plataforma de direitos humanos prepara relatório sobre violência policial no Rio
  • 09/09/2017 12h02
  • Rio de Janeiro







Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil
A Plataforma Dhesca Brasil deu início hoje (9) no Rio de Janeiro a uma missão de quatro dias para investigar a situação da violência policial em favelas do Rio de Janeiro. A entidade reúne 40 organizações da sociedade civil nas áreas de direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais.

De acordo com a representante da Justiça Global e da Plataforma Dhesca, Melisandra Trentin, até o dia 12, ela e o relator da missão no Rio de Janeiro, Orlando Santos Junior, visitarão favelas do Complexo do Alemão para se reunir com ativistas, representantes de movimentos comunitários, mães e parentes de vítimas do Estado.

Segundo Melisandra, hoje o tema abordado é o impacto da violência na educação. “Como a violência policial tem rebatimento na educação, porque com os tiroteios as crianças não podem ir à escola, não indo à escola elas perdem a vaga e as famílias perdem o benefício do Bolsa Família. Estamos na Vila Olímpica do Alemão, fazendo um grupo para essa discussão”.

Santo Junior produzirá um relatório sobre o Impacto das Políticas Econômicas nos Direitos Humanos no Brasil.

O objetivo, segundo a Justiça Global, é "evidenciar as consequências das políticas econômicas de austeridade adotadas pelo Brasil a partir de 2014 em diversas áreas, como a de segurança pública”. Ele abordará também o caso específico de Rafael Braga, único preso dentro do contexto dos protestos de 2013 que ainda continua na cadeia.

Na segunda-feira, serão feitas duas reuniões, envolvendo organizações e parentes de mortos de outras favelas. “O território em foco é o Alemão, mas a gente sabe que essa lógica da violência policial, da militarização acontece também em outras favelas aqui do Rio de Janeiro. Vamos reunir militantes de favelas que já atuam nos temas de direitos humanos e outra com familiares de vítimas fatais, com uma representatividade um pouco mais ampla”, explica Melisandra.

A Plataforma Dhesca realiza mais quatro missões atualmente: sobre os conflitos no campo e a política de reforma agrária, em Goiás, no Pará e em Mato Grosso; sobre a situação dos povos indígenas e da Fundação Nacional do Índio (Funai), no Maranhão e no Pará; sobre a população em situação de rua e as políticas públicas específicas, em São Paulo e no Paraná; e a tríplice epidemia, tratando da falta de assistência às mulheres e mães de crianças com microcefalia, relacionada às dificuldades do Serviço Único de Saúde (SUS) e do Plano Nacional de Saneamento Básico, em Pernambuco.
O relatório final trará recomendações ao governo federal e será usado para levar o debate para espaços nacionais e internacionais.
Edição: Lílian Beraldo
 


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Combatendo o mosquito



Equipes de combate ao Aedes aegypti vistoriam 23,8 milhões de domicílios no país
  • 12/02/2016 16h18
  • Brasília
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil




 Militares da Marinha e agentes da defesa civil participam do combate ao mosquitoArquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Dados divulgados hoje (12) pelo Ministério da Saúde indicam que 23,8 milhões de imóveis foram vistoriados por agentes de saúde e homens das Forças Armadas no combate ao Aedes aegypti. O número inclui domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais e representa 35,6% dos 67 milhões de imóveis selecionados para receber visitas em todo o Brasil.

No levantamento anterior, 20,7 milhões de imóveis haviam recebido equipes de combate. Ao todo, 4.251 municípios (dos 5.570 definidos para serem vistoriados) contabilizaram a presença de agentes e militares. Ainda segundo a pasta, todos os estados e o Distrito Federal registraram ações das equipes.

Entre os estados, a Paraíba e o Piauí permanecem entre os que registraram maior percentual de imóveis percorridos: 79,1% e 77,8%, respectivamente. Na sequência, aparecem Minas Gerais, com 67,7% de cobertura; São Paulo, com 4,3 milhões (26,3%); e Rio de Janeiro, com 3,2 milhões (48,6% do total).

Agentes e militares identificaram, até agora, 844,8 mil imóveis com focos do mosquito. O número representa 3,6% do total de estabelecimentos visitados. A meta é reduzir o índice de infestação para menos de 1%. O levantamento contabilizou ainda 5,6 milhões de imóveis fechados.

Desde o dia 1º deste mês, o governo federal autoriza a entrada forçada de agentes públicos de combate ao Aedes aegypti em imóveis públicos ou particulares que estejam abandonados ou em locais com potencial existência de focos, no caso de ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local.

Ao todo, 266,2 mil agentes comunitários de saúde e 46,5 mil agentes de controle de endemias, além de aproximadamente 2 mil militares, atuam no combate ao vetor. Durante as visitas, eles procuram por focos, orientam os moradores e aplicam larvicidas quando necessário.

Amanhã (13), o governo federal realiza uma ação nacional de educação em saúde, com 220 mil militares das Forças Armadas, junto a profissionais de saúde de estados e municípios, indo às ruas para orientar a população. A mobilização vai ocorrer em mais de 350 municípios de todas as unidades da Federação.
Edição: Maria Claudia