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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Geradores, uma solução intermediária para o preço salgado da energia elétrica.

Aumento nas tarifas de luz estimula procura por geradores
Sotreq prevê crescimento em relação a 2014 e JCB inicia vendas de grupo gerador no Brasil

Redação PE


A retração da atividade industrial e a alta nas tarifas de energia tornam díspares os negócios no setor de grupos geradores. De um lado, o parque de máquinas ocioso freou as aquisições desses equipamentos por locadoras, concessionárias e prestadoras de serviço. Por outro, a crise hídrica brasileira às vésperas de impactar o desempenho das hidrelétricas que respondem por nada menos que 70% da matriz energética, tornam iminente a necessidade das plantas de geração ou cogeração de energia.

Geralmente as construtoras optam por utilizar um grupo gerador, com intuito de obterem energia imediata e não se tornarem reféns dos impasses burocráticos necessários para o fornecimento de elevada demanda de energia em uma obra. Alguns consumidores finais também precisam manter um back-up de energia alternativa, para não dependerem totalmente da concessionária, como hospitais, estabelecimentos comerciais, hotéis, centros de convenções, indústria e o varejo no geral.

É prudente destacar que, mesmo com aumento em cerca de 50% nas contas de luz em algumas regiões, a energia fornecida pela concessionária é mais barata em relação à geração ou cogeração. Mas num projeto onde a máquina monitora a rede elétrica e detecta uma interrupção abrupta no fornecimento, acionando o grupo gerador e assumindo a carga total ou parcial do local, a segurança não tem preço.


CRESCIMENTO MODESTO EM RELAÇÃO A 2014

No geral, espera-se um baixo crescimento nas vendas de grupos geradores. A dificuldade no financiamento e as taxas de juros mais altas tiveram impacto nas vendas. A Sotreq teve um aumento no número de consultas no primeiro trimestre de 2015, seja para aplicações em emergência ou para estudos de utilização de geradores em horário de ponta, no qual o uso dos equipamentos pode ser vantajoso em relação à tarifa cobrada neste período do dia (três horas por dia, com horário variando conforme a localidade).

De acordo com Sergio Padovan, gerente de vendas de Energia da Sotreq, a maior utilização de geradores é para emergência (ou stand by), onde suprem eventuais problemas no fornecimento de energia elétrica por parte das concessionárias, como interrupções inesperadas.

“Podemos afirmar que todos os segmentos da economia têm se preocupado e instalado geradores como forma de aumentar a confiabilidade de geração de energia em suas atividades, como aeroportos, hospitais, condomínios residenciais e comerciais, supermercados, shoppings centers, hotéis e indústrias dos mais variados setores”, informa Sergio Padovan.

“Ainda estamos analisando o comportamento do mercado em função das atuais circunstâncias da economia, mas o início do ano se comportou fortemente aquecido em função da preocupação com o nível dos reservatórios das usinas hidroelétricas e possibilidade de racionamento de energia”, explica Padovan.

Para 2015, a Sotreq prevê um crescimento em relação ao ano anterior, mesmo tendo conhecimento do momento econômico do país e suas dificuldades. “Energia confiável é vital para todos os segmentos e, com a retomada do crescimento econômico, acreditamos que os clientes retomarão os investimentos em grupos geradores para suas atividades. Além disso, os recentes aumentos nas tarifas de energia propiciam como alternativa a aquisição de grupos geradores também para aplicações em horário de ponta, com o retorno sobre o investimento podendo ser bastante atrativo, dependendo da avaliação caso a caso”, observa Padovan.

O diretor comercial da JCB do Brasil, Nei Hamilton, acrescenta que diante do cenário atual, com possíveis dificuldades de geração pelas usinas hidrelétricas e alto custo de energia das termoelétricas, o Ministério de Minas e Energia incentiva o uso de geradores. “A tendência é que os empresários busquem cada vez mais segurança no abastecimento de energia por meio do aluguel ou compra de fontes auxiliares”, avalia.

APOSTA NA VENDA DE GERADORES, ALÉM DA LINHA AMARELA

A JCB do Brasil recentemente passou a oferecer ao mercado uma opção de geradores. De acordo com Nei Hamilton, a intenção inicialmente é conhecer um pouco mais desse mercado sem gerar expectativas de atingir expressivos percentuais de participação. “Neste momento, estamos focados em introduzir os produtos. Temos a possibilidade de fabricá-los no Brasil, mas este não é o momento, tampouco nossa atual missão. Os geradores são importados das fábricas da Inglaterra ou da Índia”, enfatiza Hamilton.
De qualquer forma, a JCB investiu na preparação de equipe técnica e estoque de peças para garantia de serviço pós-venda. A primeira distribuidora dos geradores da marca no Brasil é a Entec, empresa localizada em Manaus (AM). Além de atender a todo o estado do Amazonas e Roraima, a Entec busca especificamente o pólo industrial da Zona Franca de Manaus, com pretensão de atingir 15% do mercado da região nos próximos três anos. “Porém os demais distribuidores também podem comercializar os geradores”, informa Hamilton.

A Sotreq fez há pouco tempo a entrega e a instalação eletromecânica de grupo gerador Caterpillar para atender às demandas de emergência no RIOgaleão – Aeroporto Internacional Tom Jobim. O grupo gerador utilizado é o modelo C175-20 com potência de 5.000 kVA, em um projeto que ainda prevê ampliação, acompanhando as melhorias do próprio aeroporto.

A Cummins produz grupos geradores de 15 a 3.125 kVA, disponíveis para todos os tipos de aplicações. Com sistemas integrados, de acordo com a empresa, os geradores incluem chaves de transferência, equipamentos de paralelismo e controles digitais, em modelos movidos a diesel e a gás, abertos ou carenados, sistemas de controle e transferência e controles digitais PowerCommand.
COLABORARAM PARA ESTA MATÉRIA


Sergio Padovan – Gerente de vendas de Energia da Sotreq

Nei Hamilton – Diretor comercial da JCB do Brasil

Cummins Power Generation

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

moradores de area de risco ocupam linha de ferro Carajas - São Luis



A OCUPAÇÃO DA FERROVIA CARAJÁS – SÃO LUIS

É LEGITIMO INSTRUMENTO DE LUTA DOS FRACOS E OPRIMIDOS

Como oprimidos, nunca vamos entender a exposição tremenda que a VALE esta se submetendo construindo dentro da planta urbana de Parauapebas corredor de escoamento de produção. Tão malucos e irresponsáveis na sua maquiagem social.
Esta ocupação, nos bastidores demonstra claramente a covardia, a empáfia e a falta de serenidade dos que se dizem ”OPOSIÇÃO AO DESGOVERNO Valmir da Integral”. Não há esta oposição. Há um bando de lobos, covardes, pobres, sem planejamento ou ambição politica. Apenas esperando o mandato ser cumprido enquanto se sentem ameaçados pela presença ainda mais covarde e inoportuna do canalha DARCI LERMEN.






A Associação dos Ocupantes da Área do Linhão são pessoas excepcionais. Mulheres de fibra, homens de coração, ainda acreditando que  os “políticos” de Parauapebas se incomodariam com a situação em que vivem, criada e patrocinada por DARCI LERMEN, quando, na base da irresponsabilidade e usando o mesmo esquema que Valmir da Integral agora usa – compra superfaturada de terrenos e lotes, uma das melhores formas de roubar dinheiro público – construiu aquela favela sem uma arvore sequer, sem qualquer aparelhamento urbano seja de saúde, seja de educação, seja de transporte, seja de segurança.

Doou os terrenos para pessoas pobres, oriundas de enchentes e ocupações ilegais, apenas legitimando a ilegalidade e assim atraindo ainda mais pobres e oprimidos para aumentar apenas o cacife eleitoral desses covardes senhores feudais  modernos, os políticos urbanos.

Assim, a classe media que ganhou terrenos – de uma única vez, o secretario de habitação entrou na Buriti e doou um a dois terrenos a todos os funcionários daquela empresa, que inclusive superfaturou os lotes, com dois contratos, um oficial e outro caixa dois, porque não sabiam a quem doar tanto terreno. Há informações que petistas de carteirinha tem quadras, de 5 a 10 lotes comprados com nosso dinheiro. E PRESTEM ATENÇÃO, SE HOUVER INVESTIGAÇÃO, DARCI SERÁ PRESO E SEUS COMPARSAS PETISTAS TAMBEM, porque o que falo e escrevo é a mais pura verdade. Assim se criou uma bomba para a nova gestão. Um problema que nem precisaria existir se tivesse sido administrado  no âmbito do minha casa minha vida, com a mutirão, ou mesmo se, ao invés de terrenos, doassem apartamentos de baixo custo, que inclusive apresentei projetos e formas construtivas não levadas adiante e ignoradas porque não  havia espaço para falcatruas neles.

Assim, com a população colocada, ou melhor ali jogada, era natural que os problemas decorrentes de extenuantes estudos sociais -  a teoria das necessidades básicas ( ver Maslow) - explodissem no colo do próximo ou dos próximos prefeitos.



É neste contexto que surge os habitantes invasores: famílias que, sem terem a quem recorrer, sem terem padrinhos políticos – sinto nojo enquanto escrevo, nojo e ânsias de vômitos, apenas de lembrar que estes seres tem cara  coração, esses petistas de mentira – e ignorados nos “sorteios” ou nos “métodos sociais” místicos, invadem a região imprestável, áreas publicas, remansos e ribeiros, vegetações e áreas inclinadas.  Ou mesmo áreas de suporte ao linhão Tucuruí-Carajás, que fornece energia a maior mina de ferro a céu aberto do mundo explorada pela mineradora VALE. Esta armada a confusão. Se por um lado os invasores estão ali para demonstrar que o problema da habitação não tem fim, ao mesmo tempo tem ao seu lado  os interesses da poderosa VALE. Basta apenas apertar. A solução sairá fácil e todos ficarão felizes.

Mas a VALE tem a infelicidade de ser parceira do desgoverno mais inútil, fake e mentiroso da historia. Agora são parceiros à altura: sentam à mesa com os oponentes, prometem e não cumprem. Acreditam nas promessas e dados internos da tresloucada Secretaria da Habitação, que, como a vereadora Luzinete, se diz ou acha “portadora da luz” – tal qual Lucífer.

Os moradores reúnem-se como o forte e destemido G5. Nada resolvem. Não tem instrumentos, dinheiro, poder de fato. Reúnem-se no meu escritório, tomam decisões frente as chuvas e aos riscos constantes de raios e mortes. Decidem enfrentar a VALE, parando seu trem inútil.

Assim, recorrem a todos que podem ajudar: políticos de “oposição”, lideres empresariais, donos de empresas de transporte. Todos prometem. Na hora H, com os manifestantes prontos para o deslocamento, todos, mas todos mesmo, sem exceção desligam seus celulares tranquilos. Pessoas mesquinhas, apenas injetando mais animo e resistência a pessoas que naturalmente estão vacinadas contra a covardia, pelo simples fato de terem coragem, mesmo desafiando a todos habitam, trabalham, amam, criam seus filhos, se educam educando. Tenho a maravilhosa noticia que tudo correu bem, que a despeito da oposição, estão na área e se instalando. Aviso a imprensa, torço para que tudo de certo, que ninguém seja preso ou morto, rezo.

E ao mesmo tempo cobro de mim mesmo uma nova postura. Estamos numa guerra aberta contra a má-gestão e o descalabro com a coisa publica. Já perdemos soldados preciosos, inclusive quem me puxou para esta trilha não atende mais minhas ligações. O poder do bilhão não pode ser subestimado.
 Logo a VALE, a Policia, a Imprensa aparecem. O apoio solicitado deve e precisa se envergonhar. Nunca acreditam nas massas, tem medo delas. Nossas homenagens respeitosas ao JONAS, a WELMA, MARISTELMA, GILMAR, MARCELO e ao Sol do Carajás, que surfa sozinho entre falsos cordeiros. E políticos, se não puderem ajudar a transformar vidas, deixe os pobres e oprimidos em paz. Por obrigação, terão seu voto submisso em todas as eleições. Nesta falsa democracia, onde votar é obrigado e não votar é crime. Parece piada.

terça-feira, 25 de novembro de 2014



COMO SACAR O FGTS.

De forma recorrente os trabalhadores, frente ao grave desemprego ocorrido no município de Parauapebas, área do projeto Grande Carajás, tem procurado saber em que situações podem sacar o saldo do seu FGTS. Vai aqui os tópicos, retirados do site do MTE, do governo central.



O FGTS pode ser sacado nas seguintes ocorrências:
- Na demissão sem justa causa;
- No término do contrato por prazo determinado;
- Na rescisão do contrato por extinção total da empresa; supressão de parte de suas atividades; fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos, filiais ou agências; falecimento do empregador individual ou decretação de nulidade do contrato de trabalho - inciso II do art. 37 da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário;
- Na rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior;
- Na aposentadoria;
- No caso de necessidade pessoal, urgente e grave, decorrente de desastre natural causado por chuvas ou inundações que tenham atingido a área de residência do trabalhador, quando a situação de emergência ou o estado de calamidade pública for assim reconhecido, por meio de portaria do Governo Federal;
- Na suspensão do Trabalho Avulso;
- No falecimento do trabalhador;
- Quando o titular da conta vinculada tiver idade igual ou superior a 70 anos;
- Quando o trabalhador ou seu dependente for portador do vírus HIV;
- Quando o trabalhador ou seu dependente estiver acometido de neoplasia maligna - câncer;
- Quando o trabalhador ou seu dependente estiver em estágio terminal, em razão de doença grave;
- Quando a conta permanecer sem depósito por 3 anos ininterruptos cujo afastamento tenha ocorrido até 13/07/90, inclusive;
- Quando o trabalhador permanecer por 03 (três) anos ininterruptos fora do regime do FGTS, cujo afastamento tenha ocorrido a partir de 14/07/90, inclusive, podendo o saque, neste caso, ser efetuado a partir do mês de aniversário do titular da conta;
- Na amortização, liquidação de saldo devedor e pagamento de parte das prestações adquiridas em sistemas imobiliários de consórcio;
- Para aquisição de moradia própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional.

FENIX CONTABILIDADE – CONSULTORIA
Rua 2, nº 52 – Altos – Cidade Nova – Parauapebas/Pa.

sábado, 8 de novembro de 2014

EIA GLOBAL DA VALE - MAIS LICENÇA PARA EXPLORAR A FLORESTA



Vale obtém licença ambiental prévia para o EIA Global 


Vista aérea do Complexo de Sossego, no Pará

A Vale obteve a licença ambiental prévia (LP) para o EIA Global, expedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O licenciamento do EIA Global compreende a ampliação das cavas de N4WS, N5S, Morro I e Morro II, que contém 1,8 bilhão de toneladas de reservas, e a permissão para pilhas de estéril no Sistema Norte de Carajás, Brasil. O próximo passo no processo de licenciamento ambiental é obter as licenças de instalação e operação, assim como a autorização para supressão vegetal.
"Estamos muito felizes, pois a Licença Prévia do EIA Global representa um passo importante para o crescimento da produção de minério de ferro e para o alcance de nossas metas, sempre com respeito ao nosso compromisso de agir de forma transparente e sustentável", disse o diretor-presidente Murilo Ferreira.

Complexo Minerador de Carajás
O Complexo Minerador de Carajás engloba a operação simultânea de cinco minas a céu aberto: N4E, N4W, N5E, N5W e N5 Sul. Atualmente, a mina de Carajás é a maior produtora de minério de ferro em operação do planeta. Das minas de Carajás saem aproximadamente 35% do minério de ferro produzido pela Vale anualmente. Uma vez extraído, o minério é peneirado, agregando valor aos diversos produtos decorrentes deste processo.

Compromisso Ambiental
O Complexo Minerador de Carajás ocupa menos de 3% da Floresta Nacional de Carajás. Em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), contribui para a conservação de uma área três vezes maior, de cerca de 1,2 milhão de hectares, que equivale a 10 vezes o tamanho de Belém, a capital do Pará. As operações da Vale nas minas de minério de ferro de Carajás estão alicerçadas em um Sistema de Gestão da Qualidade Ambiental - SGQA, implementado e certificado dentro dos padrões e procedimentos das Normas ISO 9000 (qualidade da produção) e ISO 14001 (qualidade ambiental). Dentre as ações realizadas em Carajás, a Vale desenvolve um amplo programa de recuperação de áreas que tem como objetivo a recomposição vegetal das áreas já mineradas com a utilização de espécies nativas da Floresta Nacional de Carajás. A empresa mantém ainda uma estruturada rede de monitoramento ambiental que avalia, sistematicamente, aspectos como a qualidade do ar, dos ruídos e vibrações e da água.​
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terça-feira, 12 de agosto de 2014

VALE PRODUZ CADA VEZ MAIS, COM MENOS. VIDE DESEMPREGO E CRISE ECONOMICA EM PARAUAPEBAS.



Produção da Vale é recorde no 2º trimestre






Fazemos uso desse texto para manter nossas alertas. Para quem é interessante esta excessiva produção de material não certificado, dentro de uma reserva nacional. Afinal que produtos a VALE realmente esta exportando  para a Ásia, dito, China – um país cujas praticas humanas, sociais e políticas não queremos como exemplo? Porque vender tanto para a China, neste ritmo e preços? Não sabemos quanto custa uma tonelada desse material entregue – dito minério de ferro. Não é apenas minério: são as florestas, os bichos, os micróbios terrestres, a saúde do ar e dos habitantes do em torno das escavações da mina. Não é vantagem anunciar sucessivas quebras de recorde de produção mineral. Antes de tudo, é um atestado de incompetência estratégica. Cuidado Brasil! O texto abaixo foi retirado do ESTADÃO.


Mineradora produziu 79,4 milhões de toneladas entre abril e junho, maior volume já registrado nesse período do ano; produção de níquel teve queda

A Vale anunciou, ontem, o melhor segundo trimestre de sua história na produção de minério de ferro, com um total de 79,4 milhões de toneladas. O resultado, 12,6% superior ao do mesmo período de 2013, veio acima das expectativas do mercado. O números, somados aos dados positivos sobre a atividade industrial na China, impulsionaram os papéis da companhia no pregão da BM&FBovespa. As ações ordinárias (com direito a voto) encerraram o dia com alta de 1,92%. Já os papéis preferenciais avançaram 1,44%.

Em seu relatório de produção, a Vale atribuiu o bom desempenho operacional a melhores condições climáticas e ao desenvolvimento da Planta 2, em Carajás (PA), e da nova planta de Conceição Itabiritos, no Sistema Sudeste (MG).

No sistema Norte (Carajás), onde está o maior projeto de expansão da Vale, foram produzidas 29,3 milhões de toneladas de minério de ferro de abril a junho. Foi um novo recorde para um segundo trimestre, alta de 33,7% sobre o mesmo trimestre de 2013.
Para a Vale, a marca de 150,5 milhões de toneladas produzidas nos seis primeiros meses do ano aumenta a confiança da companhia em atingir a meta de produção de 312 milhões de toneladas para 2014.
A performance da mineradora foi bem recebida pelo mercado. Para o analista de investimento Pedro Galdi, da SLW Corretora, o indicador de produção sinaliza que o resultado que será divulgado pela Vale no dia 31 de julho pode surpreender. A produção de minério superior às estimativas do mercado pode ajudar a minimizar o impacto da queda dos preços do minério de ferro no período, avalia. O preço da commodity iniciou o ano em torno de US$ 140 e chegou a cair abaixo de US$ 90 no segundo trimestre.
Em relatório, o banco Goldman Sachs destacou que o volume de 79,4 milhões de toneladas - excluída a produção da Samarco - veio 7,6% acima de suas estimativas. Os analistas do banco, Marcelo Aguiar, Humberto Meireles e Diogo Miura, lembram ainda que os embarques são sazonalmente mais fortes no segundo semestre, o que pode favorecer a empresa.

Dados positivos sobre a atividade industrial da China, divulgados ontem, também foram uma boa notícia para a Vale, que tem o país asiático como principal destino de seu minério. O Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da China, medido pelo HSBC, subiu para 52,0 em julho, o maior nível em um ano e meio.

Níquel. Por outro lado, a produção de níquel, segundo negócio mais importante da Vale, teve queda acentuada no segundo trimestre do ano, somando 61,7 mil toneladas. No ano anterior, o volume produzido de abril a junho foi de 65,2 mil toneladas. O desempenho foi prejudicado por paradas de produção e um acidente em Sudbury, no Canadá, em abril deste ano.

Apesar da má notícia do lado operacional, o Goldman Sachs elevou o preço-alvo das ADRs (recibos de ações da Vale negociados nos Estados Unidos) após sua equipe global de commodities revisar para cima as projeções para os preços do níquel. 

COLABOROU BETH MOREIRA
Atualizado: 25/07/2014 02:04 | Por MARIANA DURÃO / RIO, estadao.com.br