sábado, 12 de março de 2016

Precisamos de novos tempos, urgente



Sudão do Sul permite que soldados estuprem mulheres como salário, diz ONU
Redação | São Paulo - 11/03/2016 - 17h31
Relatório das Nações Unidas aponta série de violações aos direitos humanos cometidas pelo país; governo diz estar investigando possíveis crimes



O governo do Sudão do Sul tem permitido que soldados do Exército e de milícias aliadas estuprem mulheres como salário na guerra civil que assola o país desde 2013, denunciou um relatório do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas (Acnudh) divulgado nesta sexta-feira (11/03).

Entre abril e setembro de 2015 foram registrados 1.300 casos de estupro apenas no estado de Unidade, na região norte do país. A violência sexual, contudo, não foi o único crime de guerra cometido. A ONU registrou também torturas, saques, sequestros e assassinatos deliberados de civis.

Wikimedia Commons
Salva Kiir, presidente do Sudão do Sul; soldados e milícias aliadas operam sob lógica de “faça o que puder e pegue o que quiser”

“A escala e o tipo de violência sexual - cometidos principalmente pelas forças do governo e milícias aliadas -, foram descritos com detalhes devastadores. No entanto, a quantidade de estupros individuais e estupros coletivos relatados devem ser apenas uma parte do total real. Esta é uma das mais horríveis situações humanitárias do mundo”, avaliou o alto comissário dos Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein.

Segundo o documento, em lugar de receber salários, as milícias e os soldados operavam sob a lógica de “faça o que puder e pegue o que quiser”, o que incluía crianças: cerca de 702 crianças com menos de nove anos foram estupradas.
Além disso, pessoas suspeitas de apoiar a oposição, incluindo jovens e idosos, eram queimadas vivas, sufocadas em contâineres, desmembradas ou enforcadas em árvores. Em 2015, a ONU estimou por volta de 10.553 mortes de civis somente no estado da Unidade.
 

O relatório ainda reforçou que “o governo parece ter sido responsável por grande parte da sistemática violação dos direitos humanos”, apesar de não isentar a oposição da responsabilidade de também ter cometido crimes de guerra.

O governo do Sudão do Sul nega que seu Exército tenha atacado civis, mas disse estar investigando. “Nós temos regras de contato e elas estão sendo seguidas”, disse um porta-voz do presidente, Salva Kiir, à BBC.

Ron Savage/ FlickrCC
  Mulher e crianças em Nimule, cidade do Sudão do Sul; civis, especialmente mulheres, são alvo de atrocidades por parte de soldados

A guerra civil do Sudão do Sul, que se emancipou do Sudão em 2011, começou em dezembro de 2013, quando o presidente Kiir acusou seu ex-vice, Riek Machar, de planejar um golpe contra ele. O país então se dividiu entre apoiadores do governo, cujo mandatário é da etnia Dinka, e a oposição aliada a Machar, de etnia Nuer.

Um acordo de paz foi assinado em agosto do ano passado, após diversos acordos de cessar-fogo terem fracassado. E, em fevereiro deste ano, Kiir restaurou Machar ao posto de vice-presidente por meio de um decreto.

Segundo a ONU, pelo menos 50 mil pessoas morreram nos dois anos de guerra e mais de dois milhões foram deslocadas. Somente em 2015, o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) indicou que 14 mil sul-sudaneses se refugiaram em Uganda e 11 mil no Congo.

domingo, 6 de março de 2016

Sem emprego, trabalhadores procuram outras praças



A HISTÓRIA SE REPETE






A AUSENCIA total de sindicatos de trabalhadores em Parauapebas permitiram este esvaziamento praticamente do emprego na cidade. Ano após ano acostumados à corrupção na hora das negociações de salários e acordos, permitindo que nesses anos todos fosse praticado localmente um dos menores salários do país, os sindicatos e sindicalistas de carteirinha jamais imaginaram que seria um dia necessário poder de argumentação e conhecimento para defenderem os postos de trabalho que sobravam por aqui.

E aconteceu de repente. Tao repentinamente que em 2010 – 2011 quando a classe trabalhadora começou a perceber que havia regras sendo quebradas, não foram suas lideranças regiamente pagas com seu suor que rebelaram. Foram os lideres de campo que primeiro forçaram as paralisação para depois as diretorias de ar refrigerado viessem atrás.

E mais por temor a VALE e as suas regalias que por outra coisa. Não souberam substituir os lideres de campo, fecharam os olhos para a derrocada das empreiteiras que estavam de saída, haviam cumprido seus contratos de instalação. Cabiam agora a mineradora a manutenção e ponto final.

Assim temos assistidos a um esvaziamento final da antiga capital do emprego e minério. Desde 2010 já partiram quase sessenta por cento da mão de obra e para longe. Canaã não absorveu nem quinze por cento. Todos nós temos muitos amigos que se foram. Muitos dos que se foram tinham acabado de comprar a casa própria depois de anos de luta e alugueis exorbitantes. Muitos devolveram as chaves dos sonhos.

Muitos ainda insistem por aqui, mas muito, a grande maioria esta partindo ou de partida. Os  que restam estão desesperados e podem tocar fogo na cidade. Vai restar a saudade, um dia... 

Não havia e não há quem defenda o emprego e trabalho numa terra de piratas, corruptos e covardes. Os trabalhadores deram sua contribuição, agora partem, uma mão na frente, outra atrás. o que Parauapebas deu, ela tomou. 

Os sindicalistas de gabinete restam a vergonha, se houver espaço no cinismo em que enganaram estes peões nos últimos 30 anos. Adeus.

terça-feira, 1 de março de 2016

Crimes e assassinatos



Corpo de prefeito assassinado no Amazonas será enterrado hoje
  • 01/03/2016 14h25
  • Manaus
Bianca Paiva - Correspondente da Agência Brasil








 
O corpo do prefeito do município amazonense de Maraã, Cícero Lopes (PROS), morto no último domingo (28), será enterrado hoje (1º) em Coari, onde nasceu. Ele foi velado ontem (29) no ginásio municipal Arlindo Pereira. Cícero tinha 62 anos de idade e foi assassinado por volta das 20h, quando chegava a sua casa. Ele levou um tiro nas costas. O autor do crime estaria escondido em uma obra, em frente ao local do crime.

Testemunhas e suspeitos já começaram a ser interrogados. Por meio de nota, a Polícia Civil do Amazonas disse que delegada de Maraã, Alessandra Trigueiro, relatou que o prefeito registrou no ano passado e em 2016 dois boletins de ocorrência por injúria envolvendo questões políticas. Ela informou que os autores dessas ocorrências foram ouvidos na delegacia, bem como os familiares da vítima e o vice-prefeito da comarca, Luiz Magno. Até o momento, ninguém foi detido.

O secretário de Administração da prefeitura, José Domingos Correa, acredita que a motivação do assassinato tenha sido política. “Tudo indica, aqui pra gente, em tese, que é crime político. As eleições estão próximas, o prefeito era cotado para a reeleição. Ele fez um bom trabalho na zona rural, organizou a prefeitura, organizou o município. Precisava de organização, estava um caos, com atividades inadimplentes. Conseguimos quase que totalmente reverter essa situação.”

Saiba Mais
Partido

Em nota, o PROS manifestou sentimento de pesar e solidariedade à família e aos amigos de Cícero Lopes. O partido também expressou consternação devido à brutalidade do fato e pediu providências para o esclarecimento da autoria do assassinato e que sejam tomadas todas as medidas necessárias para que se faça justiça.

Investigações

A Polícia Civil do Amazonas informou que a equipe de investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) está em Maraã ajudando nas investigações da morte do prefeito.

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas também enviou à cidade nessa segunda-feira maise policiais militares para garantir a manutenção da ordem pública.
Edição: Talita Cavalcante



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Dinheiro do Trabalhador



FGTS libera mais R$ 21,7 bilhões para habitação em 2016
  • 26/02/2016 14h56
  • Brasília
Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil









 
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou hoje (26) a liberação de mais R$ 21,7 bilhões em recursos do FGTS para habitação em 2016. Com a ampliação, o orçamento do FGTS para este ano passa de R$ 83 bilhões para R$ 104,7 bilhões. O fundo financia obras de infraestrutura.

Para o ministro Miguel Rossetto, os recursos representam mais empregos e novas unidades habitacionaisArquivo/Antonio Cruz/Agência Brasil

Os R$ 21,7 bilhões a mais serão distribuídos em duas linhas de investimento. Na primeira, R$ 11,7 bilhões serão para investimentos tradicionais na habitação, sendo R$ 8,2 bilhões para o FGTS Pró-Cotista. A segunda linha de investimento será de R$ 10 bilhões para Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), de modo a estimular a construção civil no país.

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“Esses recursos, todos eles voltados para habitação, representam mais empregos e a construção de, em média, 140 mil novas unidades habitacionais”, afirmou o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto. “Estamos ampliando nossos investimentos, dinamizando a economia, aumentando a produção de habitações e estimulando a geração de trabalho e emprego”, acrescentou.

De acordo com o secretário-executivo do Conselho Curador do FGTS, Quênio Cerqueira, do total de R$ 21,7 bilhões anunciados hoje, pelo menos R$ 7,6 bilhões devem ser investidos em habitação popular.

Cerqueira esclareceu que o orçamento para linha pró-cotista foi ampliado devido ao crescimento da procura por esse financiamento, que é voltado mais para famílias de classe média que não se enquadram nos limites de financiamento da habitação popular e em programas como o Minha Casa, Minha Vida.

“No ano passado, o FGTS Pró-Costista teve suplementação e orçamento final de mais de R$ 6 bilhões. Os recursos para essa linha em 2016 chegarão ao limite de R$ 9,5 bilhões, o maior valor histórico porque nesses primeiros meses do ano foi observado que a procura estava maior que o orçamento vigente”, disse Cerqueira.

Desde o início deste ano, a Associação Brasileira de Mutuários Habitacionais (ABMH) vem recebendo reclamações de mutuários que tiveram o financiamento para o FGTS Pró-Cotista aprovado pela Caixa, mas não foram chamados para assinar o contrato.

Edição: Armando Cardoso